Nossas Produções


Foi-nos solicitado relatar experiências de leitura, no módulo 02 do curso.  

"Meus filhos terão computadores, sim, mas antes terão livros. Sem livros, sem leitura, os nossos filhos serão incapazes de escrever - inclusive a sua própria história". Bill Gates

Minhas lembranças de infância sobre leitura são os livros da coleção Vaga Lume, li todos. Desde pequena sempre gostei de ler, infelizmente, na minha casa as pessoas não partilhavam por esse amor aos livros, então eu lia no meu quarto até de madrugada. Minha mãe acordava e brigava comigo dizendo que era para eu ir dormir porque já era muito tarde.
Fui crescendo e minha paixão foi aumentando. Fiz carteirinha da biblioteca municipal, por isso sempre tinha um livro novo comigo. Na oitava série tive uma ótima professora de Língua Portuguesa, ela incentivou meu amor à leitura sempre indicando livros bons. No ensino médio as aulas de literatura eram as minhas favoritas. Com o tempo resolvi fazer minha primeira faculdade não tive dúvidas Letras.
Elisabete




A minha relação com a leitura

A minha relação com a leitura sempre foi muito boa. Desde pequena sempre gostei de ler e essa inspiração veio das minhas professoras. Os meus pais não tinham estudo, mas valorizavam muito a escola e, sempre fizeram de tudo para que os filhos estudassem. O meu pai trabalhava na roça para ajudar os meus avós e não conseguiu terminar o primário; a mamãe me contou que o meu avô, materno, mandou para a escola os filhos homens e que as filhas mulheres não precisavam estudar. Era essa a mentalidade de alguns naquela época, por volta de 1930. Entretanto, conscientes disso, os meus pais sempre me incentivaram. Lembro com tanto carinho das escolas em que estudei, dos livros que li e realizei trabalhos. Foram muitos, mas os mais marcantes foram: Tistu, o menino do dedo verde, Maurice Druon, O escaravelho do diabo, Lúcia Machado de Almeida, O caso dos dez negrinhos, Agatha Christie, Um centauro no jardim, Moacyr Sclliar, Admirável Mundo Novo, Aldous Huxley, Feliz Ano Velho, Marcelo Rubens Paiva, Minha profissão é andar, João Carlos Pecci, Bisa Bia, bisa Bel, Ana Maria Machado, Macunaíma, Mário de Andrade, Memória Póstumas de Brás Cubas, Machado de Assis, Primo Basílio, Eça de Queirós, Vidas Secas, Graciliano Ramos, Capitães da areia, Jorge Amado. Bem, eu sou romântica, saudosista, por isso, também, gostei muito dos depoimentos que li dos colegas. Adorei entrar no túnel do tempo.
Dirceia


A Leitura na minha vida
Lembro-me que minha primeira experiência com a leitura foi com a cartilha quando comecei a frequentar a escola, com 6 anos de idade, na 1ª série. Naquela época não havia pré-escola, além de que eu morava no sítio e não tinha nenhuma condição de frequentar qualquer outro tipo de escola. Meu pai, quase analfabeto, sempre fez questão de que os filhos estudassem e, para isso contava com o total apoio de minha mãe, que por sua vez, teve chance de estudar até o antigo ginasial. Através da cartilha, fui aprendendo a ler, porém ainda não conhecia as letras separadamente. Minha mãe, a princípio se preocupou muito com isso e a minha professora, na época, a tranquilizou e disse que era normal. Desde essa época aprendi a gostar da leitura e a tê-la como parte da minha rotina. Com a escrita, fui aprendendo como praticamente todas as pessoas aprendem, da maneira tradicional, mas teve algo, nesse sentido, que me marcou profundamente: lembro-me que até a 4ª série (primário)eu tinha, todos os dias, lições e mais lições no caderno de caligrafia, que eram religiosamente corrigidas pela professora na aula seguinte. A junção da escrita e leitura também se deu através da cartilha usada e que eu tinha como um tesouro, sempre gostei de estudar, de escrever, de ler. Esse tesouro foi determinante para que eu me aventurasse na escrita de poemas, crônicas (mesmo sem saber exatamente o que eram, na época) que falavam da vida e dos sonhos que eu sempre tive. Sou sonhadora por excelência, até hoje!
Edna

                                                                     




Minha experiência com a leitura e a escrita começou algum tempo depois de ter minha segunda filha. Eu estava então sem esperanças e sem perspectiva em meu futuro e em um momento de extrema tristeza, entrei em uma biblioteca pública e sem escolher nenhum livro em especial comecei a ler. A sensação que tive foi de um novo mundo e com essa sensação veio o desejo e a certeza que eu queria voltar a estudar.
Eu tinha então trinta anos e apenas sobrevivia com o pouco salário que recebia com as duas faxinas semanais. Quando contei à minha familia o meu desejo de retomar os estudos, não recebi nenhum estímulo e alguns chegaram a dizer que era uma loucura. Não desanimei e fui me matricular em uma escola pública para concluir o ensino médio. As dificuldades nos três anos seguintes foram muitas mas eu sabia que era só o começo e principalmente sabia o que queria.
Meu próximo passo foi o mais difícil pois eu não tinha o dinheiro para pagar a matrícula no curso superior. Parcelei, junto à faculdade, a matrícula em duas vezes e prestei o vestibular. Enquanto aguardava o resultado me bateu a insegurança: como eu iria pagar as mensalidades se eu não tinha o dinheiro nem para a matrícula? Pensei em desistir, mas lembrei das emoções que senti ao descobrir que havia um mundo nos livros e que eu queria descobrir e entender esse novo mundo. Passei no vestibular e nos quatro anos seguintes enfrentei inúmera dificuldades e não foram poucas as vezes que pensei em desistir. As dificuldades foram muitas mas contei com professores maravilhosos que acreditaram no meu potencial.
Fui a primeira em minha famila a concluir um curso superior e hoje sou um exemplo de persistência e de coragem para meus familiares mas, principalmente posso dizer que a leitura e a escrita mudou a minha vida pois foi com elas que descobri um novo mundo e nesse mundo a capacidade da reflexão e da argumentação.
Eliana
                                                      

 





Um comentário:

  1. Não tem jeito, nós professoras de Língua Portuguesa e Literatura, amamos os livros desde muito cedo, não é??!!! É um dom, e uma delícia...

    (Professora Luciene S. Santos - grupo 5)

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